domingo, 18 de outubro de 2015

As Formigas de Lygia Fagundes Telles


Quando minha prima e eu descemos do táxi já era quase noite. Ficamos imóveis diante do velho sobrado de janelas ovaladas, iguais a dois olhos tristes, um deles vazado por uma pedrada. Descansei a mala no chão e apertei o braço da prima. — É sinistro. Ela me impeliu na direção da porta. Tínhamos outra escolha? Nenhuma pensão nas redondezas oferecia um preço melhor a duas pobres estudantes, com liberdade de usar o fogareiro no quarto, a dona nos avisara por telefone que podíamos fazer refeições ligeiras com a condição de não provocar incêndio. Subimos a escada velhíssima, cheirando a creolina. — Pelo menos não vi sinal de barata — disse minha prima. A dona era uma velha balofa, de peruca mais negra do que a asa da graúna. Vestia um desbotado pijama de seda japonesa e tinha as unhas aduncas recobertas por uma crosta de esmalte vermelho-escuro descascado nas pontas encardidas. Acendeu um charutinho. — É você que estuda medicina? — perguntou soprando a fumaça na minha direção. — Estudo direito. Medicina é ela. A mulher nos examinou com indiferença. Devia estar pensando em outra coisa quando soltou uma baforada tão densa que precisei desviar a cara. A saleta era escura, atulhada de móveis velhos, desparelhados. No sofá de palhinha furada no assento, duas almofadas que pareciam ter sido feitas com os restos de um antigo vestido, os bordados salpicados de vidrilho. — Vou mostrar o quarto, fica no sótão — disse ela em meio a um acesso de tosse. Fez um sinal para que a seguíssemos. — O inquilino antes de vocês também estudava medicina, tinha um caixotinho de ossos que esqueceu aqui, estava sempre mexendo neles. Minha prima voltou-se: — Um caixote de ossos? A mulher não respondeu, concentrada no esforço de subir a estreita escada de caracol que ia dar no quarto. Acendeu a luz. O quarto não podia ser menor, com o teto em declive tão acentuado que nesse trecho teríamos que entrar de gatinhas. Duas camas, dois armários e uma cadeira de palhinha pintada de dourado. No ângulo onde o teto quase se encontrava com o assoalho, estava um caixotinho coberto com um pedaço de plástico. Minha prima largou a mala e pondo-se de joelhos puxou o caixotinho pela alça de corda. Levantou o plástico. Parecia fascinada. — Mas que ossos tão miudinhos! São de criança? — Ele disse que eram de adulto. De um anão. — De um anão? É mesmo, a gente vê que já estão formados... Mas que maravilha, é raro à beça esqueleto de anão. E tão limpo, olha aí — admirou-se ela. Trouxe na ponta dos dedos um pequeno crânio de uma brancura de cal. — Tão perfeito, todos os dentinhos! — Eu ia jogar tudo no lixo, mas se você se interessa pode ficar com ele. O banheiro é aqui ao lado, só vocês é que vão usar, tenho o meu lá embaixo. Banho quente, extra. Telefone, também. Café das sete às nove, deixo a mesa posta na cozinha com a garrafa térmica, fechem bem a garrafa — recomendou coçando a cabeça. A peruca se deslocou ligeiramente. Soltou uma baforada final: — Não deixem a porta aberta senão meu gato foge. Ficamos nos olhando e rindo enquanto ouvíamos o barulho dos seus chinelos de salto na escada. E a tosse encatarrada. Esvaziei a mala, dependurei a blusa amarrotada num cabide que enfiei num vão da veneziana, prendi na parede, com durex, uma gravura de Grassmann e sentei meu urso de pelúcia em cima do travesseiro. Fiquei vendo minha prima subir na cadeira, desatarraxar a lâmpada fraquíssima que pendia de um fio solitário no meio do teto e no lugar atarraxar uma lâmpada de duzentas velas que tirou da sacola. O quarto ficou mais alegre. Em compensação, agora a gente podia ver que a roupa de cama não era tão alva assim, alva era a pequena tíbia que ela tirou de dentro do caixotinho. Examinou-a. Tirou uma vértebra e olhou pelo buraco tão reduzido como o aro de um anel. Guardou-as com a delicadeza com que se amontoam ovos numa caixa. — Um anão. Raríssimo, entende? E acho que não falta nenhum ossinho, vou trazer as ligaduras, quero ver se no fim da semana começo a montar ele. Abrimos uma lata de sardinha que comemos com pão, minha prima tinha sempre alguma lata escondida, costumava estudar até a madrugada e depois fazia sua ceia. Quando acabou o pão, abriu um pacote de bolacha Maria. — De onde vem esse cheiro? — perguntei farejando. Fui até o caixotinho, voltei, cheirei o assoalho. — Você não está sentindo um cheiro meio ardido? — É de bolor. A casa inteira cheira assim — ela disse. E puxou o caixotinho para debaixo da cama. No sonho, um anão louro de colete xadrez e cabelo repartido no meio entrou no quarto fumando charuto. Sentou-se na cama da minha prima, cruzou as perninhas e ali ficou muito sério, vendo-a dormir. Eu quis gritar, Tem um anão no quarto!, mas acordei antes. A luz estava acesa. Ajoelhada no chão, ainda vestida, minha prima olhava fixamente algum ponto do assoalho. — Que é que você está fazendo aí? — perguntei. — Essas formigas. Apareceram de repente, já enturmadas. Tão decididas, está vendo? Levantei e dei com as formigas pequenas e ruivas que entravam em trilha espessa pela fresta debaixo da porta, atravessavam o quarto, subiam pela parede do caixotinho de ossos e desembocavam lá dentro, disciplinadas como um exército em marcha exemplar. — São milhares, nunca vi tanta formiga assim. E não tem trilha de volta, só de ida — estranhei. — Só de ida. Contei-lhe meu pesadelo com o anão sentado em sua cama. — Está debaixo dela — disse minha prima e puxou para fora o caixotinho. Levantou o plástico. — Preto de formiga! Me dá o vidro de álcool. — Deve ter sobrado alguma coisa aí nesses ossos e elas descobriram, formiga descobre tudo. Se eu fosse você, levava isso lá pra fora. — Mas os ossos estão completamente limpos, eu já disse. Não ficou nem um fiapo de cartilagem, limpíssimos. Queria saber o que essas bandidas vêm fuçar aqui. Respingou fartamente o álcool em todo o caixote. Em seguida, calçou os sapatos e, como uma equilibrista andando no fio de arame, foi pisando firme, um pé diante do outro na trilha de formigas. Foi e voltou duas vezes. Apagou o cigarro. Puxou a cadeira. E ficou olhando dentro do caixotinho. — Esquisito. Muito esquisito. — O quê? — Me lembro que botei o crânio em cima da pilha, me lembro que até calcei ele com as omoplatas para não rolar. E agora ele está aí no chão do caixote, com uma omoplata de cada lado. Por acaso você mexeu aqui? — Deus me livre, tenho nojo de osso! Ainda mais de anão. Ela cobriu o caixotinho com o plástico, empurrou-o com o pé e levou o fogareiro para a mesa, era a hora do seu chá. No chão, a trilha de formigas mortas era agora uma fita escura que encolheu. Uma formiguinha que escapou da matança passou perto do meu pé, já ia esmagá-la quando vi que levava as mãos à cabeça, como uma pessoa desesperada. Deixei-a sumir numa fresta do assoalho. Voltei a sonhar aflitivamente, mas dessa vez foi o antigo pesadelo com os exames, o professor fazendo uma pergunta atrás da outra e eu muda diante do único ponto que não tinha estudado. Às seis horas o despertador disparou veementemente. Travei a campainha. Minha prima dormia com a cabeça coberta. No banheiro, olhei com atenção para as paredes, para o chão de cimento, à procura delas. Não vi nenhuma. Voltei pisando na ponta dos pés e então entreabri as folhas da veneziana. O cheiro suspeito da noite tinha desaparecido. Olhei para o chão: desaparecera também a trilha do exército massacrado. Espiei debaixo da cama e não vi o menor movimento de formigas no caixotinho coberto. Quando cheguei por volta das sete da noite, minha prima já estava no quarto. Achei-a tão abatida que carreguei no sal da omelete, tinha a pressão baixa. Comemos num silêncio voraz. Então me lembrei. — E as formigas? — Até agora, nenhuma. — Você varreu as mortas? Ela ficou me olhando. — Não varri nada, estava exausta. Não foi você que varreu? — Eu?! Quando acordei, não tinha nem sinal de formiga nesse chão, estava certa que antes de deitar você juntou tudo... Mas então, quem?! Ela apertou os olhos estrábicos, ficava estrábica quando se preocupava. — Muito esquisito mesmo. Esquisitíssimo. Fui buscar o tablete de chocolate e perto da porta senti de novo o cheiro, mas seria bolor? Não me parecia um cheiro assim inocente, quis chamar a atenção da minha prima para esse aspecto, mas ela estava tão deprimida que achei melhor ficar quieta. Espargi água-de-colônia Flor de Maçã por todo o quarto (e se ele cheirasse como um pomar?) e fui deitar cedo. Tive o segundo tipo de sonho, que competia nas repetições com o tal sonho da prova oral, nele eu marcava encontro com dois namorados ao mesmo tempo. E no mesmo lugar. Chegava o primeiro e minha aflição era levá-lo embora dali antes que chegasse o segundo. O segundo, desta vez, era o anão. Quando só restou o oco de silêncio e sombra, a voz da minha prima me fisgou e me trouxe para a superfície. Abri os olhos com esforço. Ela estava sentada na beira da minha cama, de pijama e completamente estrábica. — Elas voltaram. — Quem? — As formigas. Só atacam de noite, antes da madrugada. Estão todas aí de novo. A trilha da véspera, intensa, fechada, seguia o antigo percurso da porta até o caixotinho de ossos por onde subia na mesma formação até desformigar lá dentro. Sem caminho de volta. — E os ossos? Ela se enrolou no cobertor, estava tremendo. — Aí é que está o mistério. Aconteceu uma coisa, não entendo mais nada! Acordei pra fazer pipi, devia ser umas três horas. Na volta, senti que no quarto tinha algo mais, está me entendendo? Olhei pro chão e vi a fila dura de formigas, você se lembra? Não tinha nenhuma quando chegamos. Fui ver o caixotinho, todas se trançando lá dentro, lógico, mas não foi isso o que quase me fez cair pra trás, tem uma coisa mais grave: é que os ossos estão mesmo mudando de posição, eu já desconfiava mas agora estou certa, pouco a pouco eles estão... Estão se organizando. — Como, se organizando Ela ficou pensativa. Comecei a tremer de frio, peguei uma ponta do seu cobertor. Cobri meu urso com o lençol. — Você lembra, o crânio entre as omoplatas, não deixei ele assim. Agora é a coluna vertebral que já está quase formada, uma vértebra atrás da outra, cada ossinho tomando o seu lugar, alguém do ramo está montando o esqueleto, mais um pouco e... Venha ver! — Credo, não quero ver nada. Estão colando o anão, é isso? Ficamos olhando a trilha rapidíssima, tão apertada que nela não caberia sequer um grão de poeira. Pulei-a com o maior cuidado quando fui esquentar o chá. Uma formiguinha desgarrada (a mesma daquela noite?) sacudia a cabeça entre as mãos. Comecei a rir e tanto que se o chão não estivesse ocupado, rolaria por ali de tanto rir. Dormimos juntas na minha cama. Ela dormia ainda quando saí para a primeira aula. No chão, nem sombra de formiga, mortas e vivas desapareciam com a luz do dia. Voltei tarde essa noite, um colega tinha se casado e teve festa. Vim animada, com vontade de cantar, passei da conta. Só na escada é que me lembrei: o anão. Minha prima arrastara a mesa para a porta e estudava com o bule fumegando no fogareiro. — Hoje não vou dormir, quero ficar de vigia — ela avisou. O assoalho ainda estava limpo. Me abracei ao urso. — Estou com medo. Ela foi buscar uma pílula para atenuar minha ressaca, me fez engolir a pílula com um gole de chá e ajudou a me despir. — Fico vigiando, pode dormir sossegada. Por enquanto não apareceu nenhuma, não está na hora delas, é daqui a pouco que começa. Examinei com a lupa debaixo da porta, sabe que não consigo descobrir de onde brotam? Tombei na cama, acho que nem respondi. No topo da escada o anão me agarrou pelos pulsos e rodopiou comigo até o quarto, Acorda, acorda! Demorei para reconhecer minha prima que me segurava pelos cotovelos. Estava lívida. E vesga. — Voltaram — ela disse. Apertei entre as mãos a cabeça dolorida. — Estão aí? Ela falava num tom miúdo, como se uma formiguinha falasse com sua voz. — Acabei dormindo em cima da mesa, estava exausta. Quando acordei, a trilha já estava em plena movimentação. Então fui ver o caixotinho, aconteceu o que eu esperava... — O que foi? Fala depressa, o que foi? Ela firmou o olhar oblíquo no caixotinho debaixo da cama. — Estão mesmo montando ele. E rapidamente, entende? O esqueleto já está inteiro, só falta o fêmur. E os ossinhos da mão esquerda, fazem isso num instante. Vamos embora daqui. — Você está falando sério? — Vamos embora, já arrumei as malas. A mesa estava limpa e vazios os armários escancarados. — Mas sair assim, de madrugada? Podemos sair assim? — Imediatamente, melhor não esperar que a bruxa acorde. Vamos, levanta! — E para onde a gente vai? — Não interessa, depois a gente vê. Vamos, vista isto, temos que sair antes que o anão fique pronto. Olhei de longe a trilha: nunca elas me pareceram tão rápidas. Calcei os sapatos, descolei a gravura da parede, enfiei o urso no bolso da japona e fomos arrastando as malas pelas escadas, mais intenso o cheiro que vinha do quarto, deixamos a porta aberta. Foi o gato que miou comprido ou foi um grito? No céu, as últimas estrelas já empalideciam. Quando encarei a casa, só a janela vazada nos via, o outro olho era penumbra.

quarta-feira, 10 de junho de 2015

Crônicas - Meras coincidências


Meras coincidências 
Passeando pelo museu, ela vê um senhor que aparenta mais de 100 anos sentado olhando para a parede com olhar desnorteado... 
- Bom dia! Tudo bem? 
- Sim! 
- O senhor precisa de algo? 
- ... 
- O que o senhor está vendo? 
- Abaporu! 
- Como? 
- Mistura de naturalismo, primitivismo, cubismo e um toque surrealista que mescla folclore, cultura, nacionalidade... 
- O senhor realmente está bem? Não está falando coisa com coisa... Queres que eu chame alguém? 
- Ninguém mais entende... ninguém atenderia... todos mortos 
- Pobre homem... e continua olhando para a parede... Não há alguém para eu chamar? 
- Estou olhando o quadro! Lembrando de uma época que passou. Ficou só a lembrança e a saudade 
- Que época foi essa? 
- Uma época que transformou as ideias, pensamentos, a própria criatividade! 
- E o senhor fez parte disso? 
- Muito mais... Nasci por conta disso ou pelo menos uma ideia do que sou. Sou a confluência se tudo que foi pensado, de todas as ideias, mesmo as contraditórias, profundamente o quadro simboliza a grande expressão desse momento. 
- O que ele representa? 
- Antropofagia! 
- Ah! O senhor é um antropófago... 
- KKKKKKKKK .... Não! Entre muitas coisas que fui e sou, esta não. E esse não é o sentido exato do quadro. Sou mais a síntese miscigenada da cultural-folclórica brasileira. 
- O senhor é dessa época? 
- Mais ou menos, mesma década. 1928. 
- Então deves ter... 
- 87 anos. 
- Qual o seu nome? 
- Já terminaste o Ensino Médio? 
- Não. Estou no 2º ano! 
- Você vai ouvir falar de mim, então! 
Sem mais nada a falar, levantou-se e foi embora. Ela ficou meio sem entender muita coisa e o que viu a deixou mais atônita. O senhor idoso de 87 anos transformou-se em um lindo jovem branco e loiro ... 
Texto de André Gustavo Maia Mourão 

sábado, 15 de março de 2014

13 técnicas para chutar no enem

Gostaria de compartilhar esta apostila. Achei interessante como o autor aborda as técnicas.
http://ler-quadrinhosonline.blogspot.com.br/2013/07/apostila-13-tecnicas-para-chutar-no-enem.html

Arte à disposição para baixar ou apreciar

O museu Rijksmuseum através do site https://www.rijksmuseum.nl/en  disponibilizou 155 mil imagens para apreciação e download. Pode-se ler os detalhes em http://www.revistabula.com/1851-155-mil-imagens-de-obras-de-arte-em-alta-resolucao-para-download-gratuito/ . Para os educadores da área de linguagem, esta é uma oportunidade única. O bom de termos contato com uma variedade de obras artísticas é fugir do padrão imposto pelos livros didáticos e até mesmo a falta de tempo ou recursos para conseguir ampliar as perspectivas quanto aos artistas trabalhados. E para os que admiram a arte por puro prazer, nada melhor do que se deleitar com Gogh, Rembrandt, Vermeer, Sten, Michelangelo entre outros.


domingo, 2 de fevereiro de 2014

Tipologia e Gêneros textuais

A arte da escrita tem ao longo do tempo dado espaço para uma escrita técnica e fundamentada na função do texto a ser desenvolvido. Sabe-se que houve um tom irônico, mas essencialmente não foi intencional. A verdade é que a qualidade da  escrita de um texto a cada dia que passa é essencial para a transmissão de um informação, independente do tipo ou gênero de texto que será construído. Tocando no assunto, o que é tipologia e gênero textual?
Produção Textual

TIPOLOGIA TEXTUAL

  São tipos de textos que determinam a maneira como o texto será escrito. Pode ser: Narração, Descrição ou Dissertação.

GÊNEROS TEXTUAIS

   São as estruturas que compõe os textos. Podem ser: 

Carta
Propaganda
Bula de remédio
Receita
Tutorial
Editorial
Notícia
Reportagem
Entrevista
História em quadrinhos
Charge
Poema
Poesia

Para saber mais http://portuguesxconcursos.blogspot.com.br/p/tipologia-textual-tipos-generos.html

GÊNEROS DO COTIDIANO

São usados no dia a dia e muitas vezes sem a atenção devida. Podem ser escritos formalmente ou informalmente dependo do destinatário, mas a boa aparência sempre qualifica a informação. Podem ser:

Carta

E-mail

Diário

Bilhete

Blog

Mensagem (SMS)

 Para a boa apresentação dos gêneros textuais é importante atentar para a estruturação de cada gênero:

1. Como fazer uma carta?

- Local e data

- vocativo

- texto

- A despedida

- assinatura

2. Como elaborar um e-mail?

- Vocativo

- Texto

- Despedida

- Assinatura

 3. Como elaborar um diário?

- Vocativo

- Texto

- Assinatura

 4. Como elaborar um blog (Onde criar um blog?)

www.blogger.com

http://br.wordpress.org/

http://blog.uol.com.br

http://blog.terra.com.br





sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Geração de 1945


Contexto

nFim da 2ª Guerra Mundial

n  Guerra fria

n  Cassação do Partido Comunista no Brasil

n Governo de Getúlio Vargas, Café Filho, Juscelino Kubitschek, João Goulart, Jânio Quadros

n  Golpe Militar de 1964



Características

Prosa


• A exploração do psicológico e dos conflitos entre o homem e a modernidade;
• A busca da universalização e de uma literatura engajada;
• O mergulho no realismo fantástico e no romance de reportagem;
• A crônica, o conto, a prosa autobiográfica e o teatro ganham força.

Poesia

• Rejeição da geração de 22
• Concretismo,
• A Poesia-Práxis,
• O Poema-Processo,
• O Poema-Social,
• A Poesia Marginal
• Os músicos-poeta.

Principais autores

  • Clarisse Lispector
  • Guimarães Rosa
  • João Cabral de Melo Neto
  • Ferreira Gullar
  • Haroldo de Campos
  • Augusto de Campos
  • Décio Pignatari

domingo, 8 de setembro de 2013

2a Geração Modernista – A ficção de 1930

Resultado de imagem para 2a geracao de 1930
2a Geração Modernista – A ficção de 1930

A prosa foi deixada de lado no primeiro momento modernista. Não de maneira proposital, mas intencional. Segundo Alfredo Bosi a prosa deste período é um marco para o romance brasileiro e não só quanto ao regionalismo.

Algumas obras tiveram destaque na primeira geração e merecem ser destacadas: Macunaíma de Mario de Andrade, Memórias sentimentais de João Miramar de Oswald de Andrade e Brás, Bexiga e Barra Funda de Antônio de Alcântara Machado. Nestas obras há uma nova maneira de ler e narrar o cotidiano fazendo com que as obras mergulhassem profundamente na realidade brasileira, havendo assim uma retomada do Realismo/naturalismo com uma visão crítica das relações sociais.

Há três principais características da prosa de 1930:
·        Prosa urbana
·        Prosa do regionalismo nordestino
·        Prosa intimista

Principais autores

·        Graciliano Ramos
·        José Lins do Rego
·        Rachel de Queiroz
·        Érico Veríssimo
·        Jorge Amado
·        Dyonélio Machado