terça-feira, 9 de abril de 2019

Exercícios sobre a José de Alencar, Álvares de Azevedo e A Moreninha de Joaquim Manuel de Macedo


Texto para as questões 1, 2, 3 e 4

1.De acordo com o texto e considerando o período em que a obra foi escrita, é correto afirmar:
a) A figura de linguagem utilizada no texto para se referir ao modo como as mulheres passam a ser tratadas pelos artistas românticos é a hipérbole, que consiste no exagero com o intuito de realçar uma ideia.
b) O termo “românticos”, utilizado no texto, diz respeito a estado de espírito, desviando-se do movimento artístico dominante na primeira metade do século XIX brasileiro.
c) O movimento romântico teve caráter contestador, trazendo mudanças não somente para a arte como também para o comportamento.
d) Percebe-se, no texto, forte influência do Positivismo, pois o personagem preocupa-se com a maneira através da qual os escritores românticos referem-se às mulheres.
e) A referência ao modo de tratar a figura feminina exprime uma tentativa de aproximar dois polos considerados inconciliáveis e opostos, denotando profundo gosto pelo paradoxal e antitético.
I.Há no texto uma nítida oposição entre “outrora” e “hoje”, podendo o primeiro ser lido como “época em que dominavam os valores clássicos”, e o segundo, como “época em que dominam os valores românticos”.
II.No período clássico, a designação da realidade era feita através de palavras precisas, deixando claro que aquele que a focalizava possuía grande conhecimento da língua portuguesa padrão.
III. No período romântico, a realidade não é mais vista por uma única perspectiva, por conseguinte, pode ser apreendida de maneira subjetiva.
IV.Olhar a realidade de forma romântica ou de forma clássica vem a ser a mesma coisa, pois o olhar é, antes de mais nada, humano.
Estão corretas apenas as afirmativas:
a) I e II.               b) I e III.                  c) II e IV.                   d) I, III e IV.              e) II, III e IV.

a) Mostra-se conservador devido à peculiaridade de sua história familiar.
b) Discorda da visão de mundo dos românticos, seus contemporâneos.
c) Está efetuando leitura da oposição visão de mundo romântica e visão de mundo clássica em período posterior à ocorrência das mesmas.
d) Possui visão de mundo católica, opondo-se aos adeptos da Reforma de Lutero.
e) Apresenta-se neutro frente à oposição visão de mundo clássica e visão de mundo romântica.
4.Sobre a expressão “em bom português”, presente no texto, considere as afirmativas a seguir. Estão corretas apenas as afirmativas:
I.Conforme aparece no texto, indica o desejo de estar de acordo com a norma culta da língua portuguesa.
II.Corresponde à expectativa de preservar, no uso corrente da língua portuguesa, a clareza e a objetividade.
III. Conforme aparece no texto, aponta a valorização da fidelidade aos sentidos originais dos vocábulos.
IV.É utilizada para ressaltar a admiração pela língua portuguesa conforme é falada em Portugal.
a) I e III.              b) II e III.             c) II e IV.             d) I, II e IV.            e) I, III e IV.
“Ora, o tal bichinho chamado amor é capaz de amoldar seus escolhidos a todas as circunstâncias e de obrigá-los a fazer quanta parvoíce há neste mundo. o amor faz o velho criança, o sábio doido, o rei humilde, cativo; faz mesmo. Ás vezes, com que o feio pareça bonito e o grão de areia um gigante. O amor seria capaz de obrigar um coxo a brincar o tempo-será, a um surdo o companheiro e a um cego o procura quem te deu. O amor foi inventor das cabeleiras, dos dentes postiços e de outros certos postiços que… mas, alto lá! Que isto é bulir com muita gente; enfim, o amor está fazendo um estudante do quinto ano de medicina passar um dia inteiro brincando com bonecas.”(Joaquim Manuel de Macedo. A Moreninha.)
5.A passagem extraída do romance A Moreninha, de Joaquim Manuel de Macedo, refere-se ao seu protagonista masculino, o estudante de medicina Augusto.
O tema abordado neste texto corresponde:
a) ao caráter inconstante da paixão amorosa
b)à relação problemática entre o amor e juventude.
c) à exaltação romântica do amor juvenil.
d) às alterações de comportamento provocadas pelo amor.
e) aos paradoxos afetivos que caracterizam os enamorados.
6.Assim se pode definir o romance A Moreninha, de Joaquim Manuel de Macedo:
 a)Relato da vida nas repúblicas estudantis do tempo do Império.
b) Estudo da psicologia de um tipo de mulher brasileira, no ambiente rural.
c) História de fidelidade ao amor de infância, na sociedade do Rio
d) Crônica de um caso de mistério, na sociedade carioca de fins do século.
e)Narrativa sobre o problema da escravidão, na sociedade brasileira do século passado
7.Analise as afirmações abaixo sobre o romance “A Moreninha” e seu autor Joaquim
Manuel de Macedo.
I- A Moreninha é um livro centrado no romance entre Augusto e Carolina e é um dos pilares de nossa literatura romântica.
II- Numa época onde a cultura era totalmente voltada para a Europa, A Moreninha é uma das primeiras e magníficas tentativas de fazer literatura brasileira, observando usos e costumes do Brasil do Segundo Império, retratando o cotidiano da vida brasileira em meados do século XIX.
III- O romance apresenta a temática do casamento por interesse tão comum no século XIX e criticado pelo autor que já era considerado realista-naturalista.
 Quais são corretas?
A) Apenas I.      B) Apenas I e II.         C) Apenas II e III.           D) Apenas I e III.     E) I, II e III.

8.Analise as afirmações abaixo sobre o romance “A Moreninha” e seu autor Joaquim Manuel de Macedo.
 I- Mestre na arte do folhetim, Macedo sabia como entrelaçar vários fios narrativos, criando para o leitor momentos de emoção imprevistos e cenas cômicas que ajudam a desfazer a tensão, enquanto o narrador prepara o final feliz reservado para os protagonistas.
II- O Romantismo presente na trama desenvolvida por Macedo se manifesta em diversos aspectos da estrutura: há a pureza do amor infantil, que se concretiza na idade adulta; há a manutenção do mistério da identidade dos amantes; há até o traço nacionalista com a apresentação de uma lenda indígena.
III- Foi o primeiro romance romântico urbano com qualidade literária que alcançou grande sucesso de público e abriu caminho para uma vasta produção de folhetins escritos por autores brasileiros.
 Quais são corretas?
Apenas I.               B) I, II e III.        C) Apenas I e II.        D) Apenas II e III.      E) Apenas I e III.

“Entre os rapazes, porém, há um que não está absolutamente satisfeito: é Augusto. Será porque no tal jogo da palhinha tem por vezes ficado viúvo?… não! ele esperava isso como castigo da sua inconstância. A causa é outra: a alma da ilha de … não está na sala! Augusto vê o jogo ir seguindo o seu caminho muito em ordem; não se rasgou ainda nenhum lenço, Filipe ainda não gritou com a dor de nenhum beliscão, tudo se faz em regra e muito direito; a travessa, a inquieta, a buliçosa, a tentaçãozinha não está aí: D. Carolina está ausente!…
Com efeito, Augusto, sem amar D. Carolina, (ele assim o pensa) já faz dela ideia absolutamente diversa da que fazia ainda há poucas horas. Agora, segundo ele, a interessante Moreninha é, na verdade, travessa, mas a cada travessura ajunta tanta graça, que tudo se lhe perdoa. D. Carolina é o prazer em ebulição; se é inquieta e buliçosa, está em sê-lo a sua maior graça; aquele rosto moreno, vivo e delicado, aquele corpinho, ligeiro como abelha, perderia metade do que vale, se não estivesse em contínua agitação. O beija-flor nunca se mostra tão belo como quando se pendura na mais tênue flor e voeja nos ares; D. Carolina é um beija-flor completo.”MACEDO, Joaquim Manuel de. A Moreninha. L&PM: Porto Alegre, 2001.p. 123-124.
A única alternativa incorreta sobre a obra e o trecho lidos é:
A) O cotidiano burguês do século XIX é apresentado em diversos capítulos, detalhando os hábitos e costumes da época.
B) A comparação de D. Carolina a um beija-flor é um recurso estilístico próprio do Romantismo, e serve para enfatizar o caráter idealizador sobre a figura feminina.
C) A inquietação de Augusto é causada pela ausência de D. Carolina, e não pelo fato de o jogo estar monótono.
D) Augusto começa a enxergar a jovem D. Carolina como uma mulher sedutora e extravagante, após alguns dias devidamente instalado na ilha de…
E) A obra sugere, em seu final, que o romance é resultado da derrota de Augusto na aposta realizada com seu amigo Filipe.
10.Sobre o contexto histórico-literário da obra “A Moreninha” e seu autor, analise as afirmações a seguir.
I.Joaquim Manuel de Macedo foi o primeiro romancista a alcançar sucesso junto ao novo público romântico formado por jovens senhoras e estudantes.
II.O contexto da publicação da obra revela um Rio de Janeiro imperial e seus costumes urbanos.
III. A burguesia mantém-se como personagem e consumidor dos romances românticos, fato esse herdado da estética literária anterior.
Quais são corretas?
A) Apenas I            B Apenas I e II.       C) Apenas II e III.    D) Apenas I e III.      E ) I, II e III.

11.(UFP)Em linhas gerais, o romance A Moreninha, de Joaquim Manoel de Macedo, é:
a) o relato de uma história de fidelidade ao amor de infância, na sociedade brasileira do século passado.
b) a crônica de um caso amoroso ocorrido em fins do século XVII nas imediações do Rio de Janeiro.
c) uma história baseada no problema da escravidão, na sociedade brasileira do Segundo Império.
d) a história dramática de uma heroína às voltas com um amor impossível.
 e) uma história que mostra a oposição Roça/Corte no século passado, através de um episódio amoroso.
 12.(ARL) Analise as afirmações abaixo sobre o escritor Joaquim Manuel de Macedo.
 I- Joaquim Manuel de Macedo foi médico, político,  professor, romancista, teatrólogo e poeta, numa época  de euforia da burguesia, classe social dominante, em  pleno Brasil pós independente.
II- Foi aceito de imediato pelo público porque explorou  com muita felicidade a “psicologia feminina e a  sociedade da época” bem como por usar a linguagem  do leitor.
III- Retratou a elite brasileira da corte com alguns tipos  inconfundíveis: os estudantes, a moça namoradeira, a  criada intrometida, a avó carinhosa, a senhora  fofoqueira, todos eles envolvidos em cenas que se  desenrolam em espaços claramente brasileiros (a Ilha
de Paquetá, as matas da Tijuca, os espaços urbanos  do Rio de Janeiro.
 Quais são corretas?
A) Apenas I.            B) Apenas I e II.      C) Apenas II e III.    D) Apenas I e III.     E) I, II e III.

12

O excerto a seguir foi extraído da obra “Noite na Taverna”, livro de contos escritos pelo poeta ultrarromântico Álvares de Azevedo (1831-1852).
“Uma noite, e após uma orgia, eu deixara dormida no leito dela a condessa Bárbara. Dei um último olhar àquela forma nua e adormecida com a febre nas faces e a lascívia nos lábios úmidos, gemendo ainda nos sonhos como na agonia voluptuosa do amor. Saí. Não sei se a noite era límpida ou negra; sei apenas que a cabeça me escaldava de embriaguez. As taças tinham ficado vazias na mesa: aos lábios daquela criatura eu bebera até a última gota o vinho do deleite…
Quando dei acordo de mim estava num lugar escuro: as estrelas passavam seus raios brancos entre as vidraças de um templo. As luzes de quatro círios batiam num caixão entreaberto. Abri-o: era o de uma moça. Aquele branco da mortalha, as grinaldas da morte na fronte dela, naquela tez lívida e embaçada, o vidrento dos olhos mal apertados… Era uma defunta!… e aqueles traços todos me lembravam uma ideia perdida… — era o anjo do cemitério! Cerrei as portas da igreja, que, eu ignoro por quê, eu achara abertas. Tomei o cadáver nos meus braços para fora do caixão. Pesava como chumbo…”          (São Paulo: Moderna, 1997, p. 23)
Com relação ao fragmento acima, afirma-se:
I) Acentua traços característicos da literatura romântica, como o subjetivismo, o egocentrismo e o sentimentalismo; ao contrário, despreza o nacionalismo e o indianismo, temas característicos da primeira geração romântica.
II) Idealiza figuras imaginárias, mulheres incorpóreas ou virgens, personagens que confirmam o amor inatingível, idealizado na literatura ultrarromântica. Desta forma, no 1o parágrafo, o amor platônico não é superado pelo amor físico.
III)      Tematiza a morte, presente em grande parte da obra do autor.
Assinale a alternativa correta.
a) Apenas I está correta.      d)         Apenas I e II estão corretas.
b) Apenas II e III estão corretas. e)         Apenas I e III estão corretas.
c) I, II e III estão corretas.

 13

Teu romantismo bebo, ó minha lua,
A teus raios divinos me abandono,
Torno-me vaporoso ... e só de ver-te
Eu sinto os lábios meus se abrir de sono.
(Álvares de Azevedo, “Luar de verão”, Lira dos vinte anos)
Nesse excerto, o eu lírico parece aderir com intensidade aos temas de que fala, mas revela, de imediato, desinteresse e tédio. Essa atitude do eu lírico manifesta a:
a) ironia romântica.
b) tendência romântica ao misticismo.
c) melancolia romântica.
d) aversão dos românticos à natureza.
e) fuga romântica para o sonho.



domingo, 17 de fevereiro de 2019

Modernismo português

MODERNISMO PORTUGUÊS

  
MAR PORTUGUÊS
Ó mar salgado, quanto do teu sal 
São lágrimas de Portugal! 
Por te cruzarmos, quantas mães choraram, 
Quantos filhos em vão rezaram!  
Quantas noivas ficaram por casar 
Para que fosses nosso, ó mar!
Valeu a pena? Tudo vale a pena 
Se a alma não é pequena.  
Quem quer passar além do Bojador
Tem que passar além da dor.
Deus ao mar o perigo e o abismo deu,
Mas nele é que espelhou o céu.

Fernando Pessoa


 CONTEXTO DO MODERNISMO PORTUGUÊS
Resultado de imagem para ASSASSINATO DO REI DE PORTUGAL     Em Portugal esse período foi muito difícil, porque, com a guerra, estavam em jogo as colônias africanas, que já vinham sendo cobiçadas pelas grandes potências desde o final do séc. XIX, quando a Inglaterra deu um Ultimato a Portugal. Aliado a isso, em 1911, foi Promulgado a Constituição e Manuel de Arriaga, eleito o primeiro presidente da Republico
     Assassinato de D. Carlos e seu filho D. Luis Felipe em 1908
     Os primeiros anos do governo republicano foram marcados por profundas crises, que geraram duas atitudes opostas: uma nacionalista, favorável à nova forma de governo e outra, do grupo de oposição, os integralistas, que defendiam as ideias do nazi-fascismo emergentes na Europa.
     Sebastianismo
     Em 1910 foi proclamada a República de Portugal.
     1926, os direitistas tomaram o poder por um golpe militar de Antônio de Oliveira Salazar, deposto em 1974 pela revolução dos Cravos


INÍCIO DO MODERNISMO PORTUGUÊS
O MODERNISMO em Portugal tem seu início oficial no ano de 1915, quando um grupo de escritores e artistas plásticos lança o primeiro número da "Orpheu", revista trimestral de literatura. Esse grupo é composto por Mário de SáCarneiro, Raul Leal, Luís de Montalvor, Almada Negreiros o brasileiro Ronald de Carvalho e, entre outros, o fantástico e polêmico, Fernando Pessoa e seus heterônimos (Álvaro de Campos, Ricardo Reis, Alberto Caeiro). 

REVISTA ORPHEU (1915)

Resultado de imagem para revista orpheu
  •  Objetivos: 
    • Chocar a burguesia com sua obra irreverente (poesias sem metro, exaltando a modernidade);  
    • Tirar Portugal de seu descompasso com a vanguarda do resto da Europa.
  •  Principais Poetas: 


domingo, 2 de dezembro de 2018

Exercícios sobre Gênero Lírico e dramático


1

Releia a quarta estrofe do poema:

Sem chuva na terra
descamba janeiro
até fevereiro
no mesmo verão
reclama o roceiro
dizendo consigo:
meu Deus é castigo
não chove mais não
Assinale a alternativa que apresenta todas as informações corretas acerca da construção da estrofe, no tocante ao número de versos, número de sílabas de cada verso e esquema de rimas:

A) oitava, cinco, ABBCBDDC
B) oitava, sete, ABBCBDDC
C) oitava, cinco, ABBCADDC
D) décima, seis, ABBCADDC
E) décima, sete, ABBCBDDC



2






5
Senhora Dona Bahia,
nobre e opulenta cidade,
madrasta dos naturais,
e dos estrangeiros madre:

Dizei-me por vida vossa





10
em que fundais o ditame
de exaltar os que aqui vêm,
e abater os que aqui nascem?

Se o fazeis pelo interesse
de que os estranhos vos gabem,





15
isso os paisanos fariam
com conhecidas vantagens.

E suposto que os louvores
em boca própria não valem,
se tem força esta sentença,





20
mor força terá a verdade.

O certo é, pátria minha,
que fostes terra de alarves,
e inda os ressábios vos duram
desse tempo e dessa idade.






25

Haverá duzentos anos,
nem tantos podem contar-se,
que éreis uma aldeia pobre
e hoje sois rica cidade.

Então vos pisavam índios,

e vos habitavam cafres,
hoje chispais fidalguias,
arrojando personagens.

Nota: entenda-se “Bahia” como cidade.

Gregório de Matos

Vocabulário
alarves - que ou quem é rústico, abrutado, grosseiro, ignorante; que ou o que é tolo, parvo, estúpido.
ressábios - sabor; gosto que se tem depois.
cafres - indivíduo de raça negra.

Todas as afirmativas sobre a construção estética ou a produção textual do poema de Gregório de Matos (Texto) estão adequadas, EXCETO uma. Assinale-a.

(A) Existem antíteses, características de textos no período barroco.
(B) Há uma personificação, pois a Bahia, ser inanimado, é tratada como ser vivo.
(C) A ausência de métrica aproxima o poema do Modernismo.
(D) O eu lírico usa o vocativo, transformando a Bahia em sua interlocutora.
(E) Há diferença de tratamento para os habitantes locais e os estrangeiros.

3

Vila Rica

O ouro fulvo* do ocaso as velhas casas cobre;
Sangram, em laivos* de ouro, as minas, que ambição
Na torturada entranha abriu da terra nobre:
E cada cicatriz brilha como um brasão.

O ângelus plange ao longe em doloroso dobre,
O último ouro de sol morre na cerração.
E, austero, amortalhando a urbe gloriosa e pobre,
O crepúsculo cai como uma extrema-unção.

Agora, para além do cerro, o céu parece
Feito de um ouro ancião, que o tempo enegreceu...
A neblina, roçando o chão, cicia, em prece,

Como uma procissão espectral que se move...
Dobra o sino... Soluça um verso de Dirceu...
Sobre a triste Ouro Preto o ouro dos astros chove.

Olavo Bilac

*Glossário:
“fulvo”: de cor alaranjada.
“laivos”: marcas; manchas; desenhos estreitos e coloridos nas pedras; restos ou vestígios.

Dentre os diversos recursos expressivos presentes no texto, pode-se apontar o emprego concomitante de um verbo onomatopaico e de aliteração no verso

A) dois.
B) onze.
C) oito.
D) catorze.
E) quatro.



4

A questão se baseia num poema de Florbela Espanca.

Esquecimento

Esse de quem eu era e era meu,
Que foi um sonho e foi realidade,
Que me vestiu a alma de saudade,
Para sempre de mim desapareceu.
Tudo em redor então escureceu,
E foi longínqua toda a claridade!
Ceguei... tateio sombras... que ansiedade!
Apalpo cinzas porque tudo ardeu!
Descem em mim poentes de Novembro...
A sombra dos meus olhos, a escurecer...
Veste de roxo e negro os crisântemos...
E desse que era meu já me não lembro...
Ah! a doce agonia de esquecer
A lembrar doidamente o que esquecemos...!
Florbela Espanca

Na última estrofe, o eu lírico expressa, por meio de

(A) hipérboles, a dificuldade de se tentar esquecer um grande amor.
(B) metáforas, a forma de se esquecer plenamente a pessoa amada.
(C) eufemismos, as contradições do amor e os sofrimentos dele decorrentes.
(D) metonímias, o bem-estar ligado a amar e querer esquecer.
(E) paradoxos, a impossibilidade de o esquecimento ser levado a cabo.



5

Considere o poema a seguir, "A cantiga", de Adélia Prado:

"Ai cigana ciganinha,
ciganinha, meu amor".
Quando escutei essa cantiga
era hora do almoço, há muitos anos.
A voz da mulher cantando vinha de uma cozinha,
ai ciganinha, a voz de bambu rachado
continua tinindo, esganiçada, linda,
viaja pra dentro de mim, o meu ouvido cada vez melhor.
Canta, canta, mulher, vai polindo o cristal,
canta mais, canta que eu acho minha mãe,
meu vestido estampado, meu pai tirando boia da panela,
canta que eu acho minha vida.
(Em: Bagagem. Rio de Janeiro: Guanabara, 1986.)

Acerca desse poema, é INCORRETO afirmar que

A ( ) a poeta tem consciência de que seu passado é irremediavelmente perdido.
B ( ) existe um tom nostálgico, e um saudosismo de raiz romântica.
C ( ) a cantiga faz com que a poeta reviva uma série de lembranças afetivas.
D ( ) predomina o tom confessional e o caráter autobiográfico.
E ( ) valoriza os elementos da cultura popular, também uma herança romântica.




6

Bebida é água
Comida é pasto
Você tem fome de quê?
Você tem sede de quê? [...]”.
A gente não quer só comida
A gente quer comida, diversão e arte
A gente não quer só comida
A gente quer saída para qualquer parte
A gente não quer só comida
A gente quer bebida, diversão e balé
A gente não quer só comida
A gente quer a vida como a vida quer.
[...]
(Comida, Titãs).

Figuras de linguagem é uma forma de expressão que consiste no emprego de palavras em sentido diferente daquele em que convencionalmente são empregadas. Na frase “Comida é pasto”, a palavra pasto foi empregada como:

a. Metonímia.
b. Metáfora.
c. Hipérbole.
d. Eufemismo.
e. Prosopopeia.



sexta-feira, 1 de junho de 2018

Semana de Arte Moderna

Resultado de imagem para semana de arte moderna

LOCAL: Teatro Municipal de São Paulo.


Nota no Estado de São Paulo:
"Por iniciativa de festejado escritor, Sr. Graça Aranha, da Academia Brasileira de Letras, haverá em São Paulo uma "Semana de Arte Moderna" em que tomarão parte os artistas, que em nosso meio, representam as mais modernas correntes artísticas“
Dias: 13, 15 e 17 de fevereiro de 1922
Organizadores:
Oswald de Andrade, Mario de Andrade, Guilherme de Almeida, Tarsila do Amaral, Anita Malfatti, Di Cavalcanti e Brecheret.
Horário: 20:00 h

1º DIA (13/02/1922)

Cronograma:
Graça Aranha profere palestra A emoção estética na Arte  Moderna, ilustrada por uma peça musical de Eric Satie (paródia irreverente da Marcha Fúnebre, de Chopin, executada ao piano por Ernâni Braga.
Guilherme de Almeida e Ronald de Carvalho declamam poemas modernistas.
No saguão, havia exposição de pinturas de Anita Malfatti, Di Cavalcanti, Vicente do Rego Monteiro entre outros e esculturas de Víctor Brecheret.
Ronald de Carvalho faz uma conferência sobre A Pintura e a Escultura Moderna no Brasil, seguido de solos de piano interpretados por Ernâni Braga, além de três danças africanas, de Villa Lobos. Oswald de Andrade leu poemas de sua autoria. Mario de Andrade, no saguão, proferiu uma palestra sobre Estética.

2º DIA (15/02/1922)
Cronograma:
Palestra de Menotti Del Picchia, ilustrada com dança da senhorinha Yvonne Daumerie e por poesias e trechos de prosas de Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Plinio Salgado etc;
Solos de piano de Guimar Novaes;
Leitura do poema “Os Sapos” de Manuel Bandeira
Palestra de Mário de Andrade no saguão do teatro;
Palestra de Renato de Almeida "Perenis poesia"; (um sátira ao culto das rimas ricas e à poesia de "fita métrica");
Canto e piano por Frederico Nascimento Filho e Lucília Villa-Lobos - quarteto terceiro (cordas, 1916).

3º DIA (17/02/1922)
Cronograma:
Música de Villa Lobos;
Canto e piano por Maria Emma e Lucília Villa-Lobos;
Historietas de Ronald Carvalho;
Sonata II para violino e piano com Paulina d' Ambrósio e Fructuoso de Lima Vianna;
Solos de Piano por Emani Braga;


Quarteto simbólico (impressões da vida mundana): flauta, saxofone, celesta e harpa ou piano com vozes femininas em coro oculto.

segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018

Questões sobre A Semana de Arte Moderna e Os Andrades


QUESTÃO 1
Sobre a Semana de Arte Moderna, é incorreto afirmar:
a) evento realizado em São Paulo no ano de 1922, tinha como principal objetivo ratificar os padrões estéticos vigentes à época frente às investidas de um grupo de jovens artistas que propunha a renovação radical no campo das artes influenciados pelas vanguardas europeias.
b) o principal foco de descontentamento com a ordem estética estabelecida estava no campo da literatura (e da poesia, em especial). Exemplares do Futurismo italiano chegavam ao país e começavam a influenciar alguns escritores, como Oswald de Andrade e Guilherme de Almeida.
c)  Alvo de críticas e em parte ignorada, a Semana não foi bem entendida em sua época. Esse evento ocorreu no contexto da República Velha, controlada pelas oligarquias cafeeiras e pela política do café com leite. O capitalismo crescia no Brasil, consolidando a República e a elite paulista, esta totalmente influenciada pelos padrões estéticos europeus mais tradicionais.
d) Os modernistas não apresentavam um projeto estético em comum, mas entre eles imperava a ideia de que era preciso renovar, dar às artes características genuinamente brasileiras. Para os jovens artistas, era indispensável a ruptura com a tradição clássica para abolir os moldes europeus que ditavam as regras na literatura, nas artes plásticas, na arquitetura, na música etc.
e) A Semana de Arte Moderna de 1922 foi uma consequência do nacionalismo emergente da Primeira Guerra Mundial e também do entusiasmo dos jovens intelectuais brasileiros pelas comemorações do Centenário da Independência do Brasil.
QUESTÃO 2
(Enem 2012)
O trovador
Sentimentos em mim do asperamente
dos homens das primeiras eras...
As primaveras do sarcasmo
intermitentemente no meu coração arlequinal...
Intermitentemente...
Outras vezes é um doente, um frio
na minha alma doente como um longo som redondo...
Cantabona! Cantabona!
Dlorom...
Sou um tupi tangendo um alaúde!
ANDRADE, M. In: MANFIO, D. Z. (Org.) Poesias completas de Mário de Andrade.
Belo Horizonte: Itatiaia, 2005.
Cara ao Modernismo, a questão da identidade nacional é recorrente na prosa e na poesia de Mário de Andrade. Em O trovador, esse aspecto é
a) abordado subliminarmente, por meio de expressões como “coração arlequinal”, que, evocando o carnaval, remete à brasilidade.
b) verificado já no título, que remete aos repentistas nordestinos, estudados por Mário de Andrade em suas viagens e pesquisas folclóricas.
c) lamentado pelo eu lírico, tanto no uso de expressões como “Sentimentos em mim do asperamente” (v. 1), “frio” (v. 6), “alma doente” (v. 7), como pelo som triste do alaúde “Dlorom” (v. 9).
d) problematizado na oposição tupi (selvagem) x alaúde (civilizado), apontando a síntese nacional que seria proposta no Manifesto Antropófago, de Oswald de Andrade.
e) exaltado pelo eu lírico, que evoca os “sentimentos dos homens das primeiras eras” para mostrar o orgulho brasileiro por suas raízes indígenas.
QUESTÃO 3
(UDESC)
A Semana da Arte Moderna de 1922 tinha como uma das grandes aspirações renovar o ambiente artístico e cultural do país, produzindo uma arte brasileira afinada com as tendências vanguardistas europeias, sem, contudo, perder o caráter nacional; para isso contou com a participação de escritores, artistas plásticos, músicos, entre outros. Analise as sequências que reúnam as proposições corretas em relação à Semana da Arte Moderna.
I. O movimento modernista buscava resgatar alguns pontos em comum com o Barroco, como os contos sobre a natureza; e com o Parnasianismo, como o estilo simples da linguagem.
II. A exposição da artista plástica Anita Malfatti representou um marco para o modernismo brasileiro; suas obras apresentavam tendências vanguardistas europeias, o que de certa forma chocou grande parte do público; foi criticada pela corrente conservadora, mas despertou os jovens para a renovação da arte brasileira.
III. O escritor Graça Aranha foi quem abriu o evento com a sua conferência inaugural "A emoção estética na Arte Moderna"; em seguida, apresentou suas obras Pauliceia desvairada e Amar, verbo intransitivo.
IV. O maestro e compositor Villa-Lobos foi um dos mais importantes e atuantes participantes da Semana.
V. As esculturas de Brecheret, impregnadas de modernidade, foram um dos estandartes da Semana; sua maquete do Movimento às Bandeiras foi recusada pelas autoridades paulistas; hoje, umas das esculturas públicas mais admiradas em São Paulo.
Assinale a alternativa que contém a sequência correta, de cima para baixo.
a) II, III e V.
b) II, IV e V
c) I e III.
d) I e IV.
e) II e V.

QUESTÃO 4
A Semana de Arte Moderna é considerada como um divisor de águas para a cultura brasileira porque:
a) propôs a continuação da tradição e o apego à literatura clássica, mas, ao mesmo tempo, deixou-se influenciar pelos movimentos de vanguarda que eclodiam na Europa no início do século XX.
b) antecipou as renovações artísticas que só se consolidariam a partir da década de 1950 com o Concretismo, corrente literária liderada pelos poetas Décio Pignatari e os irmãos Haroldo e Auguso de Campos.
c) foi considerada como a primeira manifestação coletiva pública na história cultural de nosso país em favor de um espírito novo e moderno que contrariasse a arte tradicional de teor conservador que predominava no Brasil desde o século XIX.
d) uniu técnicas literárias de maneira inédita na literatura, mesclando as influências oriundas das vanguardas europeias com o Naturalismo e o Simbolismo, estéticas em voga no século XIX. Essa simbiose temática proporcionou a criação de uma nova linguagem, que em muito lembrava aquela empregada no período Barroco de nossa literatura.
Questão 05
(PUCCAMP)
Assinale a alternativa em que se encontram preocupações estéticas da Primeira Geração Modernista:

a) “Não entrem no verso culto o calão e solecismo, a sintaxe truncada, o metro cambaio, a indigência das imagens e do vocabulário do pensar e do dizer.”
b) “Vestir a Ideia de uma forma sensível que, entretanto, não terá seu fim em si mesma, mas que, servindo para exprimir a Ideia, dela se tornaria submissa.”
c) “Minhas reivindicações? Liberdade. Uso dela; não abuso.” “E não quero discípulos. Em arte: escola = imbecilidade de muitos para vaidade dum só.”
d) “Na exaustão causada pelo sentimentalismo, a alma ainda trêmula e ressoante da febre do sangue, a alma que ama e canta porque sua vida é amor e canto, o que pode senão fazer o poema dos amores da vida real?”
e) “O poeta deve ter duas qualidades: engenho e juízo; aquele, subordinado à imaginação, este, seu guia, muito mais importante, decorrente da reflexão. Daí não haver beleza sem obediência à razão, que aponta o objetivo da arte: a verdade.” 

Questão 06
São características da linguagem de Mário de Andrade, exceto:
a) Mário de Andrade empenhou-se em criar a “Língua Brasileira”. Tal missão faz parte do projeto nacionalista de Mário, no qual a língua literária seria um importante critério de brasilidade.
b) Para Mário, a língua é um fator de identidade da nacionalidade, importante instrumento de unificação cultural. O projeto de nacionalizar a linguagem pode ser percebida em seus contos e em uma de suas mais importantes obras, Macunaíma.
c) Mário propôs uma nova linguagem poética, baseada no verso livre, nas rupturas sintáticas, nos flashes cinematográficos, nos neologismos, na elisão e na fragmentação.
d) Por meio de uma linguagem debochada, irônica e crítica, Mário satirizava os meios acadêmicos e também a burguesia, estabelecendo uma profunda ruptura em relação à cultura do passado.
Questão 07
Considere as seguintes afirmações:
I. Em sua poesia, Mário de Andrade foi capaz de extrair lirismo de situações aparentemente banais, sendo essa uma de suas principais características.
II. Conciliava a crítica social e a reflexão filosófica acerca da condição humana, fazendo uso de oposições formais e da coloquialidade linguística.
III. Sua obra poética apresenta duas vertentes: a poesia intimista e introspectiva e a poesia política, de combate às injustiças sociais, fazendo uso de uma linguagem agressiva e explosiva.
IV. Destaca-se, em quase todas as suas obras, a preocupação com a descoberta e a exploração de novas técnicas narrativas.
V. Mário abdicou dos ideais modernistas durante a última fase de sua produção literária, retornando a uma poesia de forma convencional ao escrever versos de medida clássica.
Estão corretas:
a) Todas estão corretas.
b) Apenas II e III estão corretas.
c) Apenas III e IV estão corretas.
d) I e V estão corretas.
e) II, III e IV estão corretas.

QUESTÃO 8
(UNIFESP – SP)
SENHOR FEUDAL
Se Pedro Segundo
Vier aqui
Com história
Eu boto ele na cadeia.
Oswald de Andrade
O título do poema de Oswald remete o leitor à Idade Média. Nele, assim como nas cantigas de amor, a ideia de poder retoma o conceito de
a) fé religiosa.
b) relação de vassalagem.
c) idealização do amor.
d) saudade de um ente distante.
e) igualdade entre as pessoas.

QUESTÃO 9
Vício na fala
Para dizerem milho dizem mio
Para melhor dizem mió
Para pior pió
Para telha dizem teia
Para telhado dizem teiado
E vão fazendo telhados.
Oswald de Andrade
Sobre o poema de Oswald de Andrade, julgue as seguintes proposições:
I. O poema de Oswald de Andrade volta-se contra o preconceito linguístico e nos chama a atenção para a necessidade de uma espécie de ética linguística pautada na diferença entre as línguas, nesse caso em uma única língua.
II. O poema critica a maneira de falar do povo brasileiro, sobretudo das classes incultas que desconhecem o nível formal da língua.
III. Para ele, os falantes que dizem “mio”, “mió”, “pió”, “teia”, “teiado”, de certa forma, constroem um “telhado”, ou seja, criam novas formas de pronúncia que se sobressaem, em muitos casos, à norma culta.
IV. A palavra “vício”, encontrada no título do poema, denota certo preconceito linguístico do autor, que julga a norma culta superior ao coloquialismo presente na fala das pessoas menos esclarecidas.
a) Todas estão corretas.
b) I e III estão corretas.
c) I, III e IV estão corretas.
d) II e III estão corretas.

QUESTÃO 10
Fazem parte da obra de Oswald de Andrade os seguintes títulos:
a) Macunaíma e Amar, verbo intransitivo.
b) A cinza das horas e Estrela da Manhã.
c) Laranja da China e Cavaquinho e Saxofone.
d) Memórias sentimentais de João Miramar e Serafim Ponte Grande.

QUESTÃO 11
São características da obra de Oswald de Andrade, exceto:
a) A obra de Oswald de Andrade representa um dos cortes mais profundos do modernismo brasileiro em relação à cultura do passado.
b) Sua obra é debochada, irônica e crítica, sempre pronta para satirizar os meios acadêmicos ou a própria burguesia, classe da qual se originara.
c) A linguagem utilizada por Oswald caracteriza-se pela síntese, pelas rupturas sintáticas e lógicas, pelas imagens bruscas e pela fragmentação.
d) Em sua obra estão presentes o lirismo, a piada, a imaginação, a fala popular, a ironia, os flashes cinematográficos, todos elementos observados nos chamados poemas-minuto.
e) Os temas mais comuns de sua obra são a paixão pela vida, a morte, o amor e o erotismo, a solidão, a angústia existencial, o cotidiano e a infância.


domingo, 15 de outubro de 2017

Conto no Amazonas

O Conto no Amazonas
Zemaria Pinto

Resultado de imagem para o conto no amazonas
A linguagem literária é fabulosa. Zemaria Pinto ao propor esta viagem pelos contitas do Amazonas, traça um panorama do gênero no século XX. A obra é dividida em Narrativas orais (Baíra e sua namorada de Nunes Nunes Pereira), Autores Pré-madrugada ( Obstinação de Alberto Rangel), O Clube da Madrugada ( Zé Perequeté de Arthur Engrácio, A mão tingida de Benjamin Sanches, O instante de açucena de Astrid Cabral, A homenagem de Carlos Gomes e A construção da montanha de Erasmo Linhares) e Autores Pós-madrugada (O crime do Zezé de João Pinto). Mais do que a análise, é importante a percepção dos temas, do uso do discurso, da sutileza da linguagem que ora é direta ora é poética, do naturalismo, neorrealismo e existencialismo próprio da produção pós 1945. "Quantitativamente, é muito pouco; mas a qualidade que emerge desses textos é singular"(Zemaria Pinto)