segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Sintaxe dos poemas

Por que mentias?


Por que mentias leviana e bela?
Se minha face pálida sentias
Queimada pela febre, e minha vida
Tu vias desmaiar, por que mentias?


Acordei da ilusão, a sós morrendo
Sinto na mocidade as agonias.
Por tua causa desespero e morro...
Leviana sem dó, por que mentias?


Sabe Deus se te amei! Sabem as noites
Essa dor que alentei, que tu nutrias!
Sabe esse pobre coração que treme
Que a esperança perdeu por que mentias!


Vê minha palidez- a febre lenta
Esse fogo das pálpebras sombrias...
Pousa a mão no meu peito!
Eu morro! Eu morro!
Leviana sem dó, por que mentias?

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Texto para Exercício de Sintaxe

Opinião: Desenvolver leitura e interpretação é o desafio da escola
A leitura vai muito além dos clássicos; ela é usada em todas as disciplinas.
É preciso repensar a forma como a prática é trabalhada.

Certa vez, ao iniciar um curso sobre leitura numa pós-graduação, houve uma mudança na sala onde as aulas seriam ministradas. Muito cuidadosa, a professora, além de deixar um comunicado no site onde havia informações práticas, colocou no antigo local um aviso sobre a troca.
Com um bom tanto de atraso, alguns alunos, ao chegar, comentaram que ficaram esperando na outra sala e que só foram para o novo espaço quando informados por um funcionário. A professora não se conteve e disse em tom de ironia: “Estamos começando bem nosso curso de leitura!”. Isso ocorreu há alguns anos, mas nunca esqueci. Inclusive, faz pensar o quanto deixamos de nos informar nas coisas da vida pela falta de hábito de ler sobre elas.
Um exemplo clássico é não consultarmos os manuais de instrução dos produtos que compramos. Isso é comum entre os brasileiros. Muitos batem cabeça tentando adivinhar como funciona um aparelho eletrônico novo – diante do livro que o acompanha, nega-se a estudá-lo e assim usufruir melhor da nova aquisição. Além da falta de curiosidade sobre materiais impressos, muito provavelmente falta a humildade de reconhecer que não se sabe tudo.
A escrita é uma forma de comunicação. Sua interpretação permite às pessoas transitar melhor pela vida, tornando as coisas mais eficientes e funcionais. Ficam sabendo o que é realmente necessário fazer (quantas vezes não reclamamos que não fomos informados de algo?), tomando consciência daquilo que as envolve.
Como os contratos de trabalho ou de compra e venda, que muitas vezes são assinados sem o pleno conhecimento de seu conteúdo. Nesses casos, as consequências são mais desastrosas.

O que será que acontece? Será pura preguiça? Ou ainda não nos demos conta da necessidade da leitura como ferramenta prática para o nosso dia a dia?

Em nosso país, a prática de ler parece associada a algo ruim ou elitizado. Ler é para poucos ou para aqueles que não sabem aproveitar outras coisas. Nem todos gostam de ler um livro, é certo. Porém, não só para decifrar livros a leitura serve.
Os primeiros contatos que um indivíduo estabelece com algo ou alguém é muito importante - determina como será a relação deles no futuro. Com a leitura não é diferente, o que se dá principalmente na escola, sendo necessário repensar como ela tem sido trabalhada. No geral, seu aprendizado é algo difícil, que expõe (leituras em voz alta na frente da classe), enfadonho, sem sentido, com literatura pouco adequada... Enfim, algo para cumprir mais uma obrigação escolar.
A leitura vai muito além dos clássicos literários. Ela é usada em todas as disciplinas: matemática, física, química, ciências... Desenvolver a capacidade leitora e interpretativa de seus alunos é o principal desafio da escola.
No entanto, sua aprendizagem formal parece desvinculada da realidade do dia a dia, deixando-a sem sentido para os pequenos aprendizes. E adolescentes também. Aprende-se tantas coisas (no futuro tem o vestibular), que algumas básicas, como direito civil, por exemplo, não se tem a mínima noção. Ou a importância de se estar informado, lendo as coisas que fazem parte de seu cotidiano.
Ler e interpretar o que foi lido é de extrema importância para cada um de nós. Que chegue logo o tempo que isso se torne natural para o nosso povo.

(Ana Cássia Maturano é psicóloga e psicopedagoga)

Fonte: http://g1.globo.com/vestibular-e-educacao/noticia/2011/02/opiniao-desenvolver-leitura-e-interpretacao-e-o-desafio-da-escola.html

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Injustiças sociais representadas no cinema

Vale a pena conferir alguns filmes sobre os assuntos trabalhados em sala de aula. Segue uma lista de filmes juntamente com o trailer para que possam escolher qual está mais adequado a seus gostos.

2o Série do Ensino Médio

em construção …

3o Série do Ensino Médio

O jardineiro Fiel

    

A Selva

Eles não usam Black Tie

Cabra marcado para morrer

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Ensaio

Ensaio


(Re)conhecer o conceito e exemplos do gênero ensaio.



Opinião de Silviano Santiago sobre Ensaio
O ensaio se apresenta como um texto escorreito, de feição híbrida. Tem algo da escrita artística e também da escrita científica. Por um lado, falta-lhe a liberdade da arte porque o ensaísta é um leitor que trabalha a partir de exemplos concretos, tomados de outros textos e dos meios de comunicação de massa. Por outro, faltam-lhe os princípios disciplinares da ciência, já que o ensaísta é um indivíduo obsessivo que sai em busca do conhecimento multidisciplinar de dada questão. Paradoxalmente, nessa dupla falta, está a redenção do ensaio. O ensaio não concorre com a exposição em forma de "drama", típica da ficção, do teatro ou do cinema. É na obsessão opinativa do ensaísta que está a coerência de uma coletânea de ensaios como O cosmopolitismo do pobre. O ensaio também não concorre com a monografia científica, em que a objetividade oriunda de uma bibliografia deve suplantar o caráter subjetivo da interpretação. O ensaio fala de maneira individual e obsessiva sobre a atualidade e deve dialogar com todo e qualquer cidadão que se interesse pelas questões propostas pela realidade nacional e internacional.
"O ensaio não termina quando o ensaísta esgota o assunto, mas quando este sente que ele não tem mais nada a falar”.
Adorno, O Ensaio como forma Maria Cristina de Souza. Mestre em Literatura Brasileira pela USP.


Conceito


O ensaio é um texto literário breve, comum na academia e nos periódicos impressos ou on-line. Tem como maior objetivo expor idéias, críticas e reflexões morais e filosóficas sobre determinados temas.

De modo geral, o ensaio é uma forma literária, uma composição em prosa, de pequena extensão e assunto limitado. De início, era uma breve digressão pessoal acerca de pessoas, fatos, paisagens e estados de alma. Situando-se entre o poético e o didático, o ensaio distingue-se pelo manejo, a um tempo, das idéias e do estilo e caracteriza-se por uma estrutura baseada na flexibilidade formal e na subjetividade

Exceptuando-se os casos de utilização indevida do conceito, mantêm-se atuais as frases de Montaigne para definir o que seja ensaio: [1] «Eu sou a matéria do meu livro», na medida em que o ensaísta utiliza a sua liberdade individual e baseia-se na reflexão que faz sobre as matérias de que trata, para sobre elas constituir um pensamento original; e [2] «O que sei eu?», porque, sempre que se faz um ensaio sobre uma dada matéria, é obrigatório proceder-se a uma atualização crítica dos conhecimentos já adquiridos, pelo próprio ou por outrem, sobre essa mesma matéria.

No fundo, o ensaio representa sempre, seja qual for a matéria que aborde, um ajuste de contas entre o conhecimento já detido pelo autor e aquilo que ele pretende conhecer.

Informações encontradas em:

http://www.ead.unesc.net/sitepit/Unidade4/Tema1/U4Tema-1.htm

domingo, 31 de outubro de 2010

José Saramago - falsa democracia

Conteúdos do portfólio do 3º trimestre do 2º ano

  • O Mundo democrático – É uma ilusão?
  • As palavras de Severino
  • O poder, a linguagem e a ilusão da honestidade – Sermão do bom ladrão
  • Paralelismo
  • Conjunções
  • Preposições
  • Regência verbal
  • Predicado verbo-nominal
  • Linguagem produzindo ilusão de poder
  • José de Anchieta e a literatura jesuítica
  • Formação dos diminutivos
  • Uso do verbo – tu ou você
  • Inicio da literatura brasileira
  • A literatura indígena no território brasileiro
  • Circulação de conceitos de sagrado na sociedade
  • Deus, o homem e a linguagem
  • Período composto
  • Romantismo
  • Ideologia do romantismo
  • Sublime e belo
  • Características fundamentais
  • Romantismo em Portugal e no Brasil
  • Principais autores e obras
  • A construção da frase por tópico
  • Construção do ensaio – ensaiando sobre o bem e o mal
  • Estrutura e formação de palavras
  • Ampliações sintáticas do nome
  • Adjunto adnominal ou complemento nominal
  • Adjunto adverbial
  • Realismo/Naturalismo
  • Nova escola
  • Estabelecendo o pensamento realista-naturalista
  • Características fundamentais
  • Machado de Assis
  • Raul Pompeia
  • Aluísio Azevedo
  • Realismo em Portugal