terça-feira, 5 de abril de 2011

Para exercitar para a Avaliação (3o ano)

Professor(a) :  André Gustavo Maia Mourão

  1. Após a Leitura dos textos, responda as questões:

Texto I

Texto II

Texto III

ANTI-EVASÃO
(Ovídio Martins)
Pedirei
Suplicarei
Chorarei
Não vou para Pasárgada
Atirar-me-ei ao chão
e prenderei nas mãos convulsas
ervas e pedras de sangue
Não vou para Pasárgada
Gritarei
Berrarei
Matarei
Não vou para Pasárgada

Na leveza do luar crescente
(Arlindo Barbeitos)
na
leveza do luar crescente
sobe a ilusão da felicidade
que
teu gesto distraído
me dá
como se
plumas vogando suaves
na brisa
fossem
vida de pássaro apodrecendo
na
leveza do luar crescente
Na leveza do luar crescente (1998)

O grande silêncio
(Arlindo Barbeitos)
o grande silêncio
onde toda a tempestade
começa e acaba
não ouve
mas dança
em palavras
feitas gesto
num saracotear de vento
de teu corpo de pássaro dágua
Angola, Angolê, Angolema (1976)

  1. Como estudamos no capitulo 1 o paralelismo é um recurso de coesão textual, tanto sintático quanto semântico, que esclarece as intenções do autor ao elaborar o poema. Justifique a presença do paralelismo nos textos acima e comprove as mensagens a partir do paralelismo. (1,0)

  1. Destaque e classifique os advérbios com maior valor expressivo dos textos e comprove sua resposta. (1,0)

  1. Complete o quadro utilizando o texto III. (1,0)

Oração principal ou oração assindética: ___________________________________________________

Oração subordinada ou oração coordenada sindética:

__________________________________________________

Sujeito da oração subordinada ou coordenada:

___________________________________________________

Núcleo do sujeito da oração subordinada ou coordenada:

___________________________________________________

Adjunto adnominal da oração subordinada ou coordenada:

___________________________________________________

Oração reduzida:

___________________________________________________

Classificação da oração reduzida:

___________________________________________________

Adjunto adverbial:

___________________________________________________

Classificação do ADV

  1. Reduza e classifique as orações desenvolvidas abaixo. (1,0)

  1. A solução é, a meu ver, que devolvam a terra a seu legítimo dono.

  2. ___________________________________________________

  3. O professor sugeriu que interpretássemos o texto.

  4. ___________________________________________________

  5. Quase todos os produtos que são atualmente exportados pelo Brasil têm boa acolhida externa.

  6. ___________________________________________________

  7. É comum lançar-se mão de conceitos que já foram por vezes abandonados.

  8. ___________________________________________________

  1. Em poucas palavras, um parágrafo, comprove como a literatura abandonou a subjetividade e o misticismo para adotar o cientificismo. (1,0)

  1. Justifique qual característica romântica foi mais criticada pelos parnasianos. Justifique sua resposta. (1,0)

  1. O Simbolismo foi uma escola literária que surgiu no final do século XIX, mas não interrompeu o Parnasianismo, nem mesmo foi apagado pelo Pré-modernismo. Comprove esta afirmação. (1,0)

terça-feira, 22 de março de 2011

Folhas Caídas de Almeida Garrett

Leia a obra completa aqui!
Advertência

Antes que venha o Inverno e disperse ao vento essas folhas de poesia que por aí caíram, vamos escolher uma ou outra que valha a pena conservar, ainda que não seja senão para memória.
A outros versos chamei eu já as últimas recordações da minha vida poética. Enganei o público, mas de boa-fé, porque me enganei primeiro a mim. Protestos de poetas que sempre estão a dizer adeus ao mundo, e morrem abraçados com o louro - às vezes imaginário, porque ninguém os coroa.

Eu pouco mais tinha de vinte anos quando publiquei certo poema, e jurei que eram os últimos versos que fazia. Que juramentos!

Se dos meus se rirem, têm razão; mas saibam que eu também primeiro me ri deles. Poeta na primavera, no estio e no outono da vida, hei-de sê-lo no inverno, se lá chegar, e hei-de sê-lo em tudo. Mas dantes cuidava que não, e nisso ia o erro.

Os cantos que formam esta pequena colecção pertencem todos a uma época de vida íntima e recolhida que nada tem com as minhas outras colecções.

Essas mais ou menos mostram o poeta que canta diante do público. Das Folhas Caídas ninguém tal dirá, ou bem pouco entende de estilos e modos de cantar.

Não sei se são bons ou maus estes versos; sei que gosto mais deles do que de nenhuns outros que fizesse. Porquê? É impossível dizê-lo, mas é verdade. E, como nada são por ele nem para ele, é provável que o público sinta bem diversamente do autor. Que importa?

Apesar de sempre se dizer e escrever há cem mil anos o contrário, parece-me que o melhor e mais recto juiz que pode ter um escritor é ele próprio, quando o não cega o amor-próprio. Eu sei que tenho os olhos abertos, ao menos agora.

Custa-lhe a uma pessoa, como custava ao Tasso, e ainda sem ser Tasso, a queimar os seus versos, que são seus filhos; mas o sentimento paterno não impede de ver os defeitos das crianças.

Enfim, eu não queimo estes. Consagrei-os ignoto deo. E o deus que os inspirou que os aniquile, se quiser: não me julgo com direito de o fazer eu.

Ainda assim, no ignoto deo não imaginem alguma divindade meia velada com cendal transparente, que o devoto está morrendo que lhe caia para que todos a vejam bem clara. O meu deus desconhecido é realmente aquele misterioso, oculto e não definido sentimento de alma que a leva às aspirações de uma felicidade ideal, o sonho de oiro do poeta.

Imaginação que porventura se não realiza nunca. E daí, quem sabe? A culpa é talvez da palavra, que é abstracta de mais. Saúde, riqueza, miséria, pobreza e ainda coisas mais materiais, como o frio e o calor, não são senão estados comparativos, aproximativos. Ao infinito não se chega, porque deixava de o ser em se chegando a ele.

Logo o poeta é louco, porque aspira sempre ao impossível. Não sei. Essa é uma disputação mais

longa.

Mas sei que as presentes Folhas Caídas representam o estado de alma do poeta nas variadas, incertas e vacilantes oscilações do espírito, que, tendendo ao seu fim único, a posse do Ideal, ora pensa tê-lo alcançado, ora estar a ponto de chegar a ele, ora ri amargamente porque reconhece o seu engano, ora se desespera de raiva impotente por sua credulidade vã.

Deixai-o passar, gente do mundo, devotos do poder, da riqueza, do mando, ou da glória. Ele não entende bem disso, e vós não entendeis nada dele.

Deixai-o passar, porque ele vai onde vós não ides; vai, ainda que zombeis dele, que o calunieis, que o assassineis. Vai, porque é espírito, e vós sois matéria.

E vós morrereis, ele não. Ou só morrerá dele aquilo em que se pareceu e se uniu convosco. E essa falta, que é a mesma de Adão, também será punida com a morte.

Mas não triunfeis, porque a morte não passa do corpo, que é tudo em vós, e nada ou quase nada no poeta.

Janeiro, 1853.

segunda-feira, 14 de março de 2011

Poetas Amazonenses (2o ano B)

  • Henrique João Wilkens
  • Tenreiro Aranha
  • Francisco Amorim
  • Ermanno Stradelli
  • Torquato Tapajós
  • Paulino Brito
  • Xavier de Carvalho
  • Aníbal Theófilo

Poetas do Romantismo (2o ano A)

  • Gonçalves Dias
  • Gonçalves de Magalhães
  • Álvares de Azevedo
  • Casimiro de Abreu
  • Fagundes Varela
  • Junqueira Freire
  • Castro Alves
  • Sousândrade
  • Tobias Barreto

Poetas Parnasianos e Simbolistas brasileiros (3o ano B)

  • Olavo Bilac
  • Raimundo Correia
  • Alberto de Oliveira
  • Cruz e Sousa
  • Alphonsus de Guimaraens
  • Augusto dos Anjos
  • Francisca Júlia

Poetas amazonenses (3o ano A)

  • Heliodoro Balbi
  • Maranhão Sobrinho
  • Jonas da Silva
  • Mavignier de Castro
  • Hemetério Cabrinha
  • Álvaro Maia
  • Violeta Branca
  • Thiago de Melo

terça-feira, 1 de março de 2011

Assuntos para portfólio do mês de fevereiro

2o ano

  • A sexualidade, ausência e literatura
    • Poemas: Imagem, Ao tempo e Na cor de sono, cor de sonho de Dante Milano
  • Erotismo ou pornografia? Ou é tudo a mesma coisa?
    • Poemas de Lira dos vinte anos de Álvares de Azevedo
  • Os frutos de dois amores: O erótico e o neoplatônico
    • Contos de fadas
  • Discurso erótico e publicidade
  • Sujeito e predicado
  • Missa do Galo de Machado de Assis

  • Atividades
    • Elaboração de um poema inspirado em Álvares de Azevedo
    • Elaboração de uma entrevista com a personagem Conceição de Missa do Galo
    • Exercícios da página 10 a 36

3o ano

  • Passou, mas deixou seus vestígios
    • Vai passar

  • A desfiguração do homem pela opressão
    • Distraída na verdura de Arlindo Barbeitos

  • Utilizando paralelismos na construção de poemas
    • Anti-evasão de Ovídio Martins
    • Vou-me embora pra Pasárgada de Manuel Bandeira
    • O vendedor de sonhos de Milton Nascimento/Fernando Brant
  • O índio de José de Alencar: O Herói colonizado
  • Emprego das formas nominais: Gerúndio e Infinitivo
    • Orações reduzidas
  • História Crítica da Arte e da Literatura: Ainda a Europa do século XIX
  • Atividades
    • Elaboração de um poema inspirado em Manuel Bandeira
    • Elaboração de um ensaio sobre Literatura e Opressão
    • Exercícios da página 12 a 48